
O filme se repete todos os anos. A Dupla começa o Gauchão colocando-o numa prateleira secundária. Classifica-o como campo de testes, sequência da pré-temporada. O foco, avisam, está nas Copas, no Brasileirão. A vista já mira além do Mampituba.
Porém, conforme o verão se esvai e o caldo no campeonato entorna, o Gauchão ganha vulto e máxima relevância. Retire da órbita o do ano passado, o Fifa, que valia o histórico octa. Esse, de fato, ninguém queria perder, pelo valor histórico. Mas o deste ano obedeceu fielmente o roteiro descrito mais acima.
O discurso inicial era de que o Estadual seria apenas preparação para o ano e para lançamento de garotos. O que foi feito, é preciso registrar. Afinal, o Brasileirão iniciando-se no fim de janeiro era a prioridade de ambos. Porém, bastou chegar a final para o Gauchão voltar a ser Copa do Mundo, e a Copa Gre-Nal, a competição mais importante de todas.
Barulho
O Grêmio correu na frente para alertar sobre as arbitragens logo depois de eliminar o Juventude. O Inter, passado o jogo de ida, contestou as decisões de Anderson Daronco e Daniel Nobre Bins na Arena.
O Grêmio respondeu com pedido de um observador de arbitragem da CBF. Alegou temer condicionamento para o jogo da volta. A tréplica do Inter veio em tom de ironia, solicitando que Conmebol e Fifa também desembarcassem em Porto Alegre.
Toda essa barulheira acaba no domingo à noite. Na segunda, a vida recomeça, e o Gauchão quente como o verão gaúcho volta ao seu lugar. Sem deixar um bilhete indicando qual será o lugar da Dupla neste 2026. E isso é o mais preocupante.
Quer mais notícias e vídeos da dupla Gre-Nal, de futebol pelo mundo e de outras modalidades? Siga @EsportesGZH no Instagram e no TikTok 📲





