
Os números do Inter mostram a razão de ele estar enfiado em um ambiente de pressão na quinta rodada. E o caminho que precisa percorrer neste domingo (15), contra o Bahia, para sair dela.
Há uma dificuldade imensa de fazer gol. São 91 finalizações, 72 chances criadas e apenas três bolas na rede nas cinco rodadas do Brasileirão. O Inter é o segundo time que mais finalizou, 18,2 por jogo, atrás apenas do Vasco.
Se calcularmos o jogo em 90 minutos, dá um arremate a cada cinco minutos. O Inter também é o segundo em cruzamentos e o primeiro em escanteios a favor. Há volume, como mostram esses números. Mas falta efetividade e precisão.
Isso porque o time é apenas o sexto em chute a gol e o sétimo em grandes chances criadas, com o oito por jogo. Mesmo estando em posição quase média nesse ranking, aqui aparece bastante a falta de pontaria. Uma equipe que cria oito grandes chances por jogo não pode ter apenas três gols.
As estatísticas mostram o que se vê no campo: um time bem organizado, que chega à frente com volume. Mas também mostram sua imensa dificuldade de transformar toda essa produção em gol e vitórias.
Responsáveis
Paulo Pezzolano fez a parte que lhe cabia. A mecânica funciona. O ponto está no que depende dos jogadores. As individualidades acabam comprometendo, tanto na defesa — como foi com Mercado, contra o Palmeiras, e Rochet, contra o Vitória — quanto no ataque, com os gols perdidos por uma lista bem extensa.
Borré, Ronaldo e Alan Patrick fizeram, até aqui, os três únicos gols colorados no Brasileirão. Passa muito por ampliar essa lista a saída deste momento de pressão.
O jogo contra o Bahia não concede espaço para tanta ineficácia. É superar traumas e dificuldades ou se afundar ainda mais em um contexto de pressão que já sufoca o Inter como um todo.
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