
Os problemas de Luís Castro nesta arrancada de trabalho parecem sem fim. Não bastassem as dificuldades técnicas e táticas, o calendário pesado e a estratégia de arrancar o ano com o grupo principal começa a cobrar preço.
Tetê sofreu lesão muscular na coxa e ficará de fora de 10 a 14 dias. Willian foi usado em três jogos seguidos (Novo Hamburgo, São Paulo e Juventude) e acabou com edema muscular.
O primeiro está fora da partida em Caxias do Sul, do confronto com o Atlético-MG e, se o Grêmio chegar à final, do primeiro jogo. Willian será observado, diz o boletim médico. Mas tudo indica que esteja fora também da decisão com o Juventude.
O papel da direção
Castro precisará remontar um time que ainda carece de encaixe. O cenário, agregado ao empate na ida, na Arena, carrega de tensão a partida de domingo (22). Não que isso vá influenciar na convicção da direção quanto ao trabalho do português. Há manifestações claras de que o plano seguirá o mesmo, com qualquer resultado em Caxias.
Até porque, mesmo que não assuma publicamente, o Grêmio usa este começo de ano para construir os alicerces de um projeto de longo prazo. Só que as derrotas acabam por contaminar o ambiente e trazem a pressão externa sempre alimentada pelos resultados rápidos.
O momento nem é de Castro, que busca um caminho para o seu Grêmio, mas da direção. É ela que precisa bancar seu plano estabelecido lá em dezembro. Nenhum trabalho dá resultados com tantas mudanças feitas em tão pouco tempo e com jogos a ocupar lugar de treinos. Assim como nenhum técnico consegue sobreviver se não for bancado pela sua direção.
Quer mais notícias e vídeos da dupla Gre-Nal, de futebol pelo mundo e de outras modalidades? Siga @EsportesGZH no Instagram e no TikTok 📲



