
O processo de construção do novo Grêmio ainda exige muitas etapas. O empate com o Juventude no jogo de ida da semifinal mostrou problemas defensivos que se repetem, principalmente defensivos, e a falta de estrutura e identidade do time.
O Grêmio precisará mostrar um futebol que só conseguiu em 45 minutos contra o Botafogo para avançar à final na partida de Caxias do Sul. Mas, mais do que essa urgência de resultados, Luís Castro precisa definir um norte.
São 45 dias de trabalho e muitas indefinições que atrapalham. Principalmente, na hierarquização do grupo. Não ajuda a equilibrar o ambiente a alternância dos jogadores entre o time e, algumas vezes, a ausência da lista entre um jogo e outro.
A rescisão de Edenilson, de jogador importante dentro da ideia e titular no Morumbi a lugar na fila do RH. Cristaldo já foi titular, foi reserva, voltou a ganhar chance, ficou fora do banco e, neste domingo, perdeu a vez para Jeffinho.
Roger começou o ano em alta, mas perdeu lugar até no banco. Pavón, sem Amuzu, voltou a ser titular. Enfim, o Grêmio ainda se molda, e essa é uma etapa necessária. Mas ela se arrasta já por tempo que vai além do normal.
A semana livre permitirá a Castro estabelecer melhor essas definições de grupo e, claro, azeitar um time que ainda tenta se encontrar dentro das ideias propostas. Está claro que o Grêmio passa pelas dificuldades normais de quem está em fase de montagem.
Mas também está claro que é preciso melhorar rendimento e alcançar resultados que aliviem o contexto e permitam fazer a transposição de 2025 para 2026 sem sobressaltos. Aliás, vendo o Grêmio jogar, mesmo com peças novas, parece déjà vu.




