
O Inter venceu o Ypiranga por 3 a 0 e encaminhou a sua presença na final do Gauchão. Os quase 90% de aproveitamento em um Estadual praticamente disputado com time alternativo sinalizam, mais do que resultado, um trabalho consistente de Paulo Pezzolano.
O torcedor vê o time do meio de semana, contra adversários do Brasileirão, e o do fim de semana, contra rivais de menor quilate do Gauchão, e enxerga uma mesma identidade.
Com isso, aumentam o número de alternativas no grupo, como aconteceu com a ascensão de Allex, o crescimento de Bruno Tabata como alternativa de meia central e a recuperação de Ronaldo, além de mostrar fragilidades do grupo.
Não há enganos. A zaga, por exemplo, gritou em Erechim a necessidade de se buscar reforços.
O ponto é que o Inter entendeu bem a função dos Estaduais neste novo calendário, em que a partir da quarta rodada fica entremeado com o Brasileirão.
Está claro: o Inter adotou um time alternativo no Gauchão, em que roda jogadores e resgata alguns deles, e manda a campo uma versão titular no Brasileirão.
Em Erechim, por exemplo, só Bernabei começou dos titulares. No segundo tempo, Alan Patrick, Bruno Gomes, Borré e Vitinho entraram.
Antes disso, eles viram o time encarar um jogo de alta marcação e intensidade e construir um 2 a 0, que acabou virando 3 a 0 pelos pés de Vitinho.
A vantagem trazida do Alto Uruguai dá como prêmio se dar ao luxo de descansar mais uma vez os titulares e afiá-los para encarar o Remo na quarta-feira, em Belém.
Uma vitória no Norte é necessária, até porque o aproveitamento no Brasileirão é o inverso do Inter em sua versão regional.






