
Já imaginou Ryan Reynolds e Rob McElhenney nos camarotes da Arena ou do Beira-Rio para assistir a um jogo? Isso acaba de se tornar muito possível.
Depois de comprar o Wrexham, e levá-lo da quinta divisão para a Championship — e contar tudo isso numa série espetacular —, os dois atores, em sociedade com a atriz Eva Longoria, compraram o La Equidad, colombiano que enfrentou o Grêmio na Sul-Americana de 2021.
Na virada do ano, eles anunciaram o rebatismo do clube para Internacional de Bogotá. O plano é fazer um investimento nesta temporada para montar um time experiente e buscar lugar na Libertadores 2027. A equipe feminina também receberá aportes para se classificar às competições continentais.
Compromisso
O La Equidad pertencia a uma empresa de seguros e fazia o papel de terceiro clube de Bogotá, à sombra de Millonarios e Santa Fe. O projeto dos novos donos é conquistar a simpatia de quem escolheu a capital colombiana para viver e ainda não criou vínculo com os dois clubes mais tradicionais.
Em dezembro, os proprietários apresentaram a nova identidade e o novo nome do clube. A escolha por Internacional de Bogotá se deu pela ideia de abrir o clube para todos e vinculá-lo à cidade. Tanto que as cores do escudo levam as três cores oficiais de Bogotá (preto, branco e dourado), além de incluir imagens dos cerros da cidade e do condor andino, ave símbolo e que corre risco de extinção.
A inclusão de símbolos locais segue uma tendência mundial. O PSG, o Real e o Milan, por exemplo, adotam símbolos urbanos como parte de sua identidade.
Os novos donos engajarão o clube em campanhas de preservação de Bogotá e da frente que luta contra a extinção do condor andino. O Internacional já conta com apoio da prefeitura, da câmara de comércio e da agência de fomento Invest Bogotá.
Mercado com potencial
Em Gales, Reynolds e McElhenney colocaram Wrexham em evidência e fizeram dela destino turístico. Muitos fãs da série sobre o time incluíram a cidade em seus roteiros para curtir a atmosfera em dias de jogos, tentando replicar o que viram na televisão.
A escolha pela Colômbia para investir no segundo clube tem lógica de negócio diferente em relação ao Wrexham. Lá, o marketing estava na linha de frente, como propulsor financeiro do clube. Na Colômbia, o plano é buscar lucro investindo na descoberta de novos talentos.
O país voltou, nos últimos 10 anos, a ser um mercado formador. A Premier League, por exemplo, já conta com muitos jogadores colombianos. Mesmo que em menor número, os "cafeteros" marcam presença nas outras ligas europeias.
No Brasil, o fenômeno se percebe de forma mais clara. Não à toa, temos quatro colombianos na Dupla, com um quinto, Enamorado, a caminho.
Quer mais notícias e vídeos da dupla Gre-Nal, de futebol pelo mundo e de outras modalidades? Siga @EsportesGZH no Instagram e no TikTok 📲




