
Serão 116 anos em 90 minutos. O Inter recebe o Bragantino no jogo que pode, mais do que marcar sua história, mudar o curso dela. Vale a permanência na Primeira Divisão, mas vale também a sobrevivência do clube.
Cair, como o cenário e as necessidades de resultados indicam, colocará o clube em colapso. Nada será como antes deste domingo caso o rebaixamento se confirme. O torcedor acredita ainda, pela paixão e pela fé, que um sopro de vida bafeje o time.
O que se viu neste Inter nos últimos dois jogos desafia a própria fé. Um time demolido emocionalmente e com dificuldades técnicas e táticas precisa dar a volta em si mesmo para alimentar um mínimo de chance de escapar.
É preciso que o Inter ganhe e dois resultados favoráveis em jogos de Fortaleza, Vitória e Ceará aconteçam. Por incrível que pareça, a realidade indica que é mais viável virem esses dois resultados do que o próprio Inter fazer a sua parte.
Mas o futebol permite reviravoltas no roteiro e proporciona finais felizes. Só que para isso o Inter terá de ser o time com a alma e a chama do torcedor, e não a equipe apagada, triste e atormentada que se enxergou na última semana.
São 90 minutos, os mais importantes da história do clube. Que os jogadores tenham essa dimensão. E que os Deuses do futebol estejam de vermelho. Será um domingo sem fim para os colorados. Porque o que acontecer nele deixará marcas para sempre.



