
O rebaixamento passou. Agora, o Inter precisa entender por que a guilhotina da Segunda Divisão passou por um triz do seu pescoço. Há erros da gestão, em série, e eles estão cristalinos. Não foi por acidente que acabou quase rebaixado.
O ponto agora é que o Inter precisa pensar seu futuro como clube, junto com todas as cabeças privilegiadas disponíveis. Estejam elas na situação ou na oposição.
O pronunciamento de Alessandro Barcellos no domingo soou para mim como um pedido de socorro. Ele entendeu que, sozinho, não conseguirá encontrar o caminho de volta em um momento no qual o Inter chegou a uma encruzilhada.
O futebol brasileiro está cada vez mais segmentado em suas classes. Há os super-ricos, as SAFs, os endividados que seguem gastando como se não houvesse amanhã, os grandes agoniados por verem os primos endinheirados se descolarem e os emergentes, que compõem o cenário na parte de baixo da segunda página. Entre cada uma dessas classes sociais começa a se criar um oceano. O Inter precisa entender em qual delas pretende viver.
Diagnóstico e remediação
A virada do ano será de tomada de decisão sobre o rumo pretendido para a sua vida. A comissão criada para analisar novos caminhos financeiros e de gestão espera receber até o final deste mês o diagnóstico da consultoria Alvares & Marçal sobre sua saúde econômica. Esse documento norteará qual caminho precisa tomar.
É aqui que será necessária a maturidade dos conselheiros e a tranquilidade das lideranças políticas para discutir, de forma adulta, qual Inter pretendem ver a partir de 2026. Sem personalizar a discussão e sem os ranços que os debates acalorados do Conselho alimentam.
Ou o Inter entende que a Série B não se enganou quando bateu à porta, ou logo mergulhará na escuridão da queda logo ali na frente.
Quer mais notícias e vídeos da dupla Gre-Nal, de futebol pelo mundo e de outras modalidades? Siga @EsportesGZH no Instagram e no TikTok 📲






