
O Inter ressuscitou. Às 18h03min deste domingo, 7 de dezembro de 2025. E este será um dia que entrará para a história. Porque nada seria como antes caso caísse para a Segunda Divisão. E, passada a guilhotina do rebaixamento por um triz do pescoço, tudo precisa ser diferente daqui para a frente.
O Inter está salvo, sua torcida está salva. Mas o clube precisa entender tudo o que passou e por que submeteu sua gente a tanta angústia nas últimas semanas. Não haverá um outro Abel para resgatar o clube da beira do abismo com sua mão e seu coração colorado.
A vida sempre dá novas oportunidades. O Inter ganhou a sua. Lutou por ela e, por isso, ganhou de 3 a 1 do Bragantino. As forças divinas fizeram o resto, com as derrotas de Ceará e Fortaleza. Os mais de 20 mil colorados que foram ao Beira-Rio foram premiados por se tornarem personagens diretos de um capítulo do clube.
Muita coisa tem que mudar
Só que esses mesmos 20 mil são uma mensagem para a direção. Foram tantos erros, tantos equívocos e tantos atropelos que uma parcela significativa dos colorados desistiu, soltou a mão em nome da própria saúde mental. E eles não podem ser cobrados ou culpados. A direção do Inter entrará no último ano no comando do clube e tem uma dívida com a sua torcida, sejam os crédulos ou os desistentes.
A partir de agora, é recuperar a energia, respirar fundo e começar a reconstrução de tudo o que foi esfarelado em 2025. O Inter escapou da quebra, de um período de escuridão. Tudo o que passou de sofrimento precisa estar vivo na memória de conselheiros e dirigentes.
O Inter depende de um debate maduro e de conteúdo para remontar-se como clube. Esse debate precisa passar por modelo de gestão, por vias de financiamento, por planos de investimento, por adoção de ciência e profissionalismo. Se a lição deste final de 2025 não repercutir em mudanças, o drama se repetirá. E não haverá outro Abel.
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