
O gol de Rolheiser fez mais do que colocar a sombra do Z-4 mais próxima do Inter. Mostrou que há, no Santos, algo do qual os colorados carecem muito: alternativas de grupo.
É fato que o Santos precisou de um esforço gigantesco para ganhar de um Palmeiras desfigurado. É fato também que este mesmo Palmeiras, no segundo tempo, com mais poder ofensivo e nova organização tática, perdeu chance de ganhar. Porém, quando partiu para a pressão e começou a lançar mão do banco de reservas. o Santos deixou claro que tem boas alternativas.
O que o Inter pouco teve neste ano e ficou sem depois das saídas de julho. Neste momento de pressão, contar com jogadores que podem decidir é um luxo.
Juan Pablo Vojvoda, no segundo tempo, colocou uma joia da base, Robinho, de 17 anos, um volante de vitalidade e boa técnica, Victor Hugo, aquele ex-Flamengo, um centroavante de força, Lautaro Díaz, o lateral-esquerdo Escobar, e o meia Rollheiser, por quem o Santos vai pagar 11 milhões de euros por 85% dos direitos ao Benfica.
Rolheiser, principalmente, entrou aos 41 e fez o volume de jogo do Santos virar algo concatenado. O gol, quatro minutos depois, mostrou a força do banco: cruzamento de Escobar, escorada de Robinho e gol do meia argentino, que acabou sacrificado no time em nome de um Neymar que parece adormecido ainda. Aliás, esse pode ser mais um trunfo do Santos. Se Neymar sair das dificuldades que vive desde o fim da Copa de 2022, o cenário muda radicalmente.
Por tudo isso, é fundamental que o Inter pare de contar apenas com os resultados paralelos e passe a cuidar da sua própria vida. Ganhar do Ceará e buscar a primeira vitória fora desde 9 de agosto virou questão de sobrevivência.


