
Era preciso vencer o Sport. Foi o que o Inter fez e, assim, ganhou um alívio imediato na pressão criada pela sombra do Z-4. A atuação, principalmente no primeiro tempo, esteve longe de ser empolgante. Mas, neste momento de tensão na tabela, era fundamental somar os três pontos.
Um tropeço contra o Sport, o pior time do Brasileirão, provocaria um terremoto no Beira-Rio em um momento decisivo na temporada. Por isso, ganhar foi a grande notícia da noite de domingo. Até porque fez com que o Inter dormisse a sete pontos do Vitória, o primeiro fora da zona do rebaixamento e que faz confronto direto com o Santos nesta segunda-feira (20).
Mais do que isso, vitória deste domingo (19) aproximou o Inter do G-8. É de três pontos a distância. Porém, o rendimento dá a sensação de que ela é muito maior.
O Brasileirão do Inter, é preciso ter isso muito claro, é de se afastar do Z. Mirar o G pode desfocar um time que ainda busca um caminho. Por isso, os pontos contra o Sport devem ser tão comemorados.
Eles passaram, em porções generosas, pelos pés de Carbonero, a principal referência técnica do time neste momento. O que ficou ainda mais evidente com a ausência de Alan Patrick, vetado por dores lombares.
Ramón Díaz também precisou mexer na zaga, com a ausência de Mercado, e promoveu a troca de Brunos, o Henrique pelo Gomes. Na frente, Borré foi o jogador centralizado.
O time ganhou em dinâmica, mas ainda oferece espaços e, em boa parte do jogo, esgrimiu com o Sport. Quarta-feira (22), será contra o Bahia, que, se tiver esses espaços, será bem mais (e coloca mais nisso) efetivo do que os pernambucanos.






