O Mundial sub-20, que vem sendo disputado no Chile, saiu do nosso radar, pela eliminação precoce e histórica da seleção brasileira. Mas a competição deste ano traz alguns nomes que já vimos em outros Mundiais ou mesmo aqui por perto, nos Brasileirões da vida.
A França tem na zaga o espigado Elyaz Zidane, 19 anos. O guri é o caçula de Zinedine Zidane e atua pelo Real Betis B. Aliás, sobre os Zidane, Luca, goleiro do Granada, solicitou à Fifa a mudança para defender a Argélia e está de olho numa convocação para a Copa de 2026, na qual os argelinos estão com um pé.
Na terça-feira (7), na eliminação da Ucrânia, Kristian Shevchenko, entrou no segundo tempo do jogo com a Espanha. Shevchenko é filho do maior ídolo do país e ex-jogador de Milan e Chelsea, Andriy. Kristian, 18 anos, joga no Watford, da segunda divisão inglesa.
Na Colômbia, que eliminou a África do Sul nesta quarta (8), em Talca, o centroavante reserva é Emílio Aristizábal, filho do ex-atacante do São Paulo e do Cruzeiro no começo dos anos 2000. Victor Hugo Aristizábal é ainda hoje o maior artilheiro do Atlético Nacional, com mais de 200 gols. Estava naquele time que perdeu a Libertadores de 1995 para o Grêmio. Aristizábal pai disputou duas Copas com a Colômbia e foi campeão e goleador da Copa América de 2001, disputada no país.
Por fim, na seleção paraguaia que enfrentou a Noruega na noite desta quarta, está um sobrenome bem conhecido dos colorados: Lucas Guiñazú. Filho caçula do volante argentino campeão da Sul-Americana e da América no Beira-Rio, Lucas nasceu em 2006, quando o pai defendia o Libertad.
Morou em Porto Alegre, ainda costuma vir nos verões para o litoral gaúcho e começou a jogar na base do Talleres. Porém, buscou no Atlético Tambetary, de Assunção, uma chance de iniciar a carreira como profissional. É titular e acabou convocado para a seleção sub-20. Segundo ele, a opção de defender o Paraguai se dá por "se sentir parte da cultura guarani".



