
O Grêmio tem individualidades técnicas, como Arthur, Alysson e Willian. Mas há um jogador que, para que eles possam jogar mais livres, acaba ganhando status de nome fundamental no Gre-Nal 448, embora pareça coadjuvante.
Dodi é esse cara. Sua entrada no time é justamente para suar pelos nomes mais badalados. O futebol é um jogo de compensações. Para se ter um virtuose técnico como Arthur ou um lateral mais veterano, como Marcos Rocha, é necessário dar-lhes suporte.
Foi assim, por exemplo, no fim de semana, contra o Mirassol. O meio-campo abriu por Cuéllar e Arthur e precisou de um Dodi para que os dois pudessem, com a bola no pé e menos força com ela longe, entregar seu melhor. Valeu o mesmo para sustentar o ingresso de Cristaldo.
No intervalo e em desvantagem no placar, Mano abriu mão de Dodi em nome da força ofensiva. Não a teve e também ficou sem ver o ganho na frente.
Por tudo isso, classifico Dodi como o jogador mais importante neste Grêmio para o clássico. Não pelas suas virtudes técnicas, mas pelas físicas, para permitir que possam jogar mais soltos os nomes que desequilibram.
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