
Caso seja confirmado como treinador do Inter, Luis Zubeldía encontrará no Beira-Rio mais do que um contemporâneo e compatriota. Encontrará parte da história da sua vida. Os caminhos dele e de D'Alessandro se cruzaram em 2001, mas em sentidos opostos.
Zubeldía era uma promessa do Lanús e figura das seleções de base da Argentina. Havia disputado o Mundial sub-17, em 1997, e estava garantido na lista para o Mundial sub-20 de 2001, que seria disputado na Argentina.
Porém, sofreu a lesão no joelho que viria forçá-lo a encerrar a carreira de forma precoce três anos depois. Para o seu lugar, José Pekerman convocou uma promessa do River Plate: Andrés D'Alessandro.
A Argentina ganhou aquele Mundial com um time que tinha nomes como Aimar, Saviola, Maxi Rodríguez, Burdisso e Romagnoli. D'Alessandro teve seu protagonismo. A partir dali, afirmou-se no River Plate e foi vendido ao Wolfsburg, da Alemanha.
Luta fora do campo
Zubeldía passou a travar uma luta para voltar aos gramados e confirmar a expectativa que se tinha em torno dele desde a chegada ao Lanús, saindo adolescente de La Pampa, a 600 quilômetros de Buenos Aires.
Foram três anos. Nesse tempo, aprofundou estudos em tática e entrou na faculdade de jornalismo esportivo. Em 2004, acabou vencido pelo joelho esquerdo. Uma osteocondrite dissecante afetou a cartilagem. Com dores e inchaço, era impossível seguir. Ele virou auxiliar no Lanús, foi campeão argentino em 2007 e fechou o ano como técnico principal. O mais jovem a comandar um time na primeira divisão dos hermanos.
Meses depois, D'Ale era apresentado no Inter, onde se tornou um dos maiores ídolos da história. Agora, 24 anos depois daquele inverno de 2001, eles voltam a se encontrar. Seus caminhos, agora, se cruzam na mesma direção.
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