
O Atlético-MG precisa ser o exemplo para o Inter. Na semana passada, os mineiros conseguiram o que parecia impossível: eliminar o Flamengo. Numa situação muito parecida, aliás, com três jogos quase acavalados.
No primeiro, pelo Brasileirão, Cuca adotou como estratégia perseguições mais longas na marcação, com saídas rápidas para o contra-ataque. Criou algumas boas oportunidades, mas acabou perdendo por 1 a 0 em uma bola parada, a 15 minutos do final.
No segundo jogo, o de ida da Copa do Brasil, mudou a estratégia no Maracanã. Baixou suas linhas de marcação, pouco se arriscou, para tentar levar a decisão para Minas. Acabou premiado com uma tentativa de pressão de Cuello, que ganhou passe de presente de Léo Pereira. Suportou a pressão e levou a vitória.
No terceiro jogo, com a vantagem, levou gol no início e teve 30, 35 minutos de pavor. Depois, equilibrou as ações, mas não o suficiente para evitar os pênaltis.
A missão do Inter
Roger ganhou, em Bragança Paulista, um novo time titular. Só que esse time precisará ser solidário e marcar muito um Flamengo que costuma empurrar os adversários para trás.
Será fundamental contar com a entrega de Tabata e Wesley para neutralizar os lados, ter toda a energia de Thiago Maia e Alan Rodríguez para preencher o meio e, por fim, contar que Mathias e Alan Patrick não permitam a construção desde trás dos Léos, Ortiz e Pereira.
Só depois disso é que irá para a parte dois, que é explorar espaços que essa vocação ofensiva do Flamengo oferece. Não é um desafio simples, como se vê.
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