
Há algumas semanas, neste mesmo espaço e em outros que ocupo, reforço a informação que havia recebido lá atrás, de que a janela do Inter seria "magra". A expressão está entre aspas porque foi assim que um dirigente projetou, para mim, a chegada de reforços.
Não há novidade, portanto, no cenário que se vê agora. Porém, custa ao torcedor entender que seu time está com o caixa estourado e, assim, será tímido no mercado de contratações.
A entrevista direta e reta de D'Alessandro na apresentação de Alan Rodríguez era necessária. O Inter respira por aparelhos. A dívida bateu em R$ 850 milhões. Só com despesas financeiras (juros e afins), são mais de R$ 100 milhões anuais.
O esforço do clube, neste momento, é estancar o crescimento dessa dívida e fazer com que se cumpra os compromissos básicos. Entenda-se por isso pagar salários em dia e os principais fornecedores.
Planos frustrados
O gasto em reforços foi feito no começo de 2024, quando a direção apostou alto para buscar títulos.
Só que vieram a eliminação no Gauchão para o Juventude, a enchente e um resto de temporada em que se buscou a sobrevivência e um lugar no G-6. Ali, o Inter esgotou suas fichas e passou a respirar por aparelhos.
Não foi à toa que, no evento de transparência realizado pelo clube no começo de julho, o presidente Alessandro Barcellos pregou a urgência para o debate sobre SAF. O Inter chegou ao seu limite.
Aliás, o evento foi transmitido pelo canal oficial no YouTube e segue lá disponível para quem quiser ver. Passou da hora de o torcedor olhar além do campo e bola. Entender o que se passa no seu clube dará ferramentas para cobrar responsabilidades pelo cenário de agora.
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