
O primeiro Brasil de Carlo Ancelotti mostrou-se equilibrado e competitivo. Mas mostrou também que há um longo caminho pela frente. O empate em 0 a 0 em Guayaquil deve ser valorizado.
Não é de graça que o Equador está em segundo nas Eliminatórias e vem, a cada ciclo, pleiteando lugar entre as quatro principais forças do continente. Faltou, é verdade, mais poder ofensivo para a nova Seleção.
Foram apenas três finalizações. Por outro lado, se viu uma equipe mais sólida na defesa (destaque para o estreante Alexsandro Ribeiro), agrupada em campo e que encurtava o campo em 30 metros, no máximo. O que neutralizou muito da força ofensiva dos equatorianos.
Ataque com Vini Jr.
A parte ofensiva sempre exige mais treino, entrosamento e mecânica. Isso, Ancelotti conseguirá impingir na sua Seleção apenas com o passar do tempo. Ficou claro que ele baseou toda a sua estratégia de ataque em Vini Jr.
Era todo mundo atrás e Vini à espera do contra-ataque. Muitas vezes, seu Real jogava assim. Aliás, a estrutura em um 4-3-3 com volante e dois meias, dois atacantes e um nove também foi importada de Madri.
Na terça, será contra o Paraguai, em casa. Quem sabe, com gols e a primeira vitória.





