
Foi uma vitória maior do que a vitória. O Grêmio venceu, mais uma vez, o Gre-Nal e, além da virada, da vantagem e do fato de o jogo ter sido no Beira-Rio, colocou uma imensa pressão no ambiente do Inter. Antes da decisão na Arena, os colorados irão a Assunção em jogo que pode definir o futuro na Libertadores. Ou seja, o Grêmio sai do clássico 431 fortalecido e deixa para o rival um prato salgado para ser digerido.
O Gre-Nal, é verdade, não teve um time predominante. O controle alternou-se e, no fim, prevaleceu a eficiência e, mais até do que isso, o controle mental de quem surfa na onda de um ciclo positivo, no qual venceu oito dos últimos 14 clássicos, empatou cinco e perdeu só um. Mas não foi só isso. Houve erros individuais que fizeram o Inter tombar.
O primeiro tempo teve um controle vermelho, com vantagem nos confrontos individuais. Principalmente, através Edenilson e Nonato contra Maicon e Lucas Silva. Tanto que fez o 1 a 0 usando as ferramentas do seu jogo, o passe do zagueiro, a infiltração do meia e o atacante completando. Mas o Grêmio do segundo tempo foi mais agressivo, veio com Maicon mais à frente e Matheus mais atrás e se impôs. Empurrou o Inter e controlou o jogo. Até chegar ao gol de empate em cabeceio de Diego Souza, em um filme que se repete a cada jogo com selo de eficiência.
Foi quando o jogo voltou a ter um ligeiro controle do Inter. As mudanças feitas por Miguel Ramírez reequilibraram o time. Yuri entrou no lugar de Palacios e, pelo lado, ele é menos. Porém, com Caio e Praxedes nos lugares de Nonato e Galhardo, a equipe encaixou-se outra vez. Houve progressões, houve controle e até chances criadas.
Tiago Nunes, em um jogo de xadrez bem jogado, respondeu com força jovem. Havia trocado já Maicon por Darlan. E ousou ao colocar dois guris, Ricardinho e Fernando Henrique, no lugar de Diego Souza e Lucas Silva. O jogo se equilibrou outra vez. Tudo parecia se encaminhar para o empate até que veio a falha de Cuesta, a transição rápida e o cruzamento que encontrou Ricardinho e o 2 a 1 numa quase cópia do gol de empate.
Assim, o Grêmio saiu do Beira-Rio com uma ótima vantagem. E o Inter, com um fardo pesado numa semana em que tem não uma, mas duas finais.





