
Já deu para perceber uma evolução no Inter de Miguel Ángel Ramírez. Bastante nítida, é verdade. Mas ainda pequena para o que pretende o espanhol na construção de um time com sua ideia de jogo. O 1 a 0 sobre o Novo Hamburgo deixou algumas sinalizações.
Positivas e negativas. As positivas ficam a cargo de Zé Gabriel, em recuperação técnica e calibrado nos passes da saída de bola, Cuesta, que consegue cumprir todas as tarefas pelo lado esquerdo, Danilo Fernandes, pela segurança com a qual segurou a vitória com uma defesa de futsal, em chute à queima-roupa de dentro da área.
As negativas ficaram a cargo dos laterais, já que Rodinei e Moisés parecem tecnicamente expostos nessa função mais ofensiva, e pela dificuldade para encontrar um camisa 5 que pense o jogo. Lindoso até conseguiu cumprir a função, mas ela requer mais criação.
Como se percebe, os aspectos positivos ficaram mais restritos à defesa. Isso porque o Inter começa a executar bem a ideia de Ramírez na primeira etapa, com a bola saindo de trás.
Mas ainda falta-lhe mais mecânica do meio para a frente, a percepção do momento em que é preciso ser mais incisivo na marcação ou de abrir o espaço para o companheiro. O que, aposta Ramírez, virá com a sequência de jogos. Na quarta-feira, já em teste forte, contra o Caxias, com quem fechou o domingo na ponta da tabela, ao lado do São Luiz.



