
O Grêmio deu um passeio no Inter no Gre-Nal 422. Fez 2 a 0 e, pasmem, os colorados respiraram aliviados quando o acabou o jogo. Fez dois porque relaxou. Se estivesse mais concentrado, como já esteve em seus melhores dias, teria feito nova goleada histórica na Arena. Tanto que Lomba, até a patuscada que culminou em sua expulsão, e Danilo Fernandes foram nomes de um Inter tíbio, um time que saiu de campo sem dar um chute a gol – e isso que o goleiro do Grêmio chegou sob desconfiança ao clássico.
Os números de finalizações mostram a diferença gritante entre as duas equipes. No primeiro tempo, o Grêmio teve 11 (quatro no gol), contra cinco do Inter (nenhuma a gol). No segundo, foram nove (cinco no gol), contra nenhuma do Inter. O que mostra que, depois daquele 5 a 0 de 2015, vimos a pior atuação de um time em um Gre-Nal.
A superioridade gritante do Grêmio precisa ser muito bem medida e não pode levar a avaliações apressadas. O clássico na Arena foi de um time só. Zé Ricardo tentou colocar o time à frente, mas sem D'Alessandro, a referência técnica e principal jogador do time. Que, aliás, só segue inserido no grupo aos 38 anos para ocasiões como essa.
O Grêmio, por sua vez, ergueu-se de vez da pancada sofrida para o Flamengo com essa atuação em Gre-Nal. A superioridade absoluta contra o maior rival faz com que a torcida enterre tudo o que ocorreu há menos de duas semanas. Renato planejou esse Gre-Nal para exorcizar os fantasmas do Rio. Preservou titulares desgastados, orientou quem estava com cartão amarelo a limpar a ficha e entrou justamente para recuperar o orgulho arranhado no Maracanã. A distância para o Inter foi tamanha que deu espaço até para Rômulo, um dos mais contestados do grupo, fazer um golaço. E isso tudo resume o Gre-Nal 422.




