
Nem mesmo a venda de algum dos seus principais jogadores permitirá ao Inter investir em contratações. O desafio imposto ao departamento de futebol é de contratar sem dinheiro e cumprir com a alta expectativa da torcida, embalada pela ótima campanha no Brasileirão e pela classificação à Libertadores.
A saída, dizem dirigentes, serão o troca-troca e a criatividade na hora de sentar à mesa para negociar. Essa última fórmula vale, por exemplo, para Leandro Damião. O Inter deseja ficar com ele, que deseja seguir em Porto Alegre. Aos 29 anos, Damião já não se enche de entusiasmo com uma nova aventura no Exterior – sua única experiência, seis meses no Betis, foi para ser esquecida. A direção já apresentou seu plano e o ponto até onde pode chegar ao centroavante. Acredita que na próxima semana terá resposta.
Aliás, a criatividade para contratar sem dinheiro e a busca por troca-trocas estão longe de ser exclusividade do Inter nesta janela de verão. Os clubes, à exceção de Flamengo, Palmeiras e Grêmio, enfrentam severa crise financeira. Para completar o cenário cinzento do mercado, a mudança no pagamento das cotas de TV do Brasileirão reduzirá a circulação de dinheiro. Apenas 40% do valor será pago em 12 parcelas. O restante dependerá da quantidade de jogos e do PPV (30%, a partir de maio) e da performance (30%, em dezembro).
Marcinho e Alex Santana são os campeões de audiência no grupo dos 15 emprestados que retornam ao Beira-Rio. Os dois são alvos quase diários de consultas e sondagens. O Inter aposta que podem render alguma quantia ou até uma boa troca. Marcinho foi destaque no acesso do Fortaleza à Série A. Não era o protagonista (posto de Gustavo, o Gustagol). Mas ajudou e muito Rogério Ceni a conquistar o título. Alex Santana cresceu na reta final do Brasileirão, pelo Paraná, inclusive com gols. Virou nome na agenda de clubes da elite.






