
O Grêmio foi do tamanho do Monumental de Núñez. Aliás, foi maior. Porque só sendo gigante um time consegue encarar o pior adversário a ser encarado nesta Libertadores, sem seus dois principais atacantes e com jogadores importantes, como Cortez e Ramiro, voltando de lesão. Nunca foi fácil ganhar do River em seu habitat. Ainda mais nesta época de conquistas e de romance da torcida com seu técnico e time.
O Grêmio venceu pelas mãos de Renato e, também, pelo DNA ganhador que essa equipe construiu nas últimas três temporadas. Os grandes vencedores sabem quando é a hora de brilhar e quando é o momento de recuar e ser estratégico. Foi assim na noite fria de Buenos Aires. O Grêmio nos acostumou com um futebol envolvente, de toque, de posse de bola, de transição costurada a passes macios. Um tipo de jogo que tonteia o adversário antes de liquidá-lo.
Pois em Buenos Aires, desfalcado, esse mesmo time insinuante soube dar a bola ao adversário e se defender sem constrangimento algum. Foi o pior índice de aproveitamento nos passes (52,6%) e o segundo pior índice de posse de bola (33%) do Grêmio nas últimas seis Libertadores. Tudo calculado. O Grêmio sabe que, por vezes, o caminho para as grandes conquistas exige que se tome uma estrada diferente. Que leva ao mesmo destino.





