O Colégio Santa Inês tem forte vínculo com a comunidade do bairro Petrópolis, em Porto Alegre. Mantido pela Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, formou gerações de estudantes desde 1946. Com 1,3 mil alunos, 98 professores e 167 funcionários de diversas áreas, a instituição de ensino comemora 80 anos.
O Almanaque Gaúcho recebeu da irmã Celassi Dalpiaz, diretora da escola, um resumo dessa história. As religiosas foram convidadas, em março de 1946, pelo pároco da Igreja São Sebastião, padre Reinaldo Alfredo Ody, para realizar um trabalho educativo na escola paroquial.
A irmã Maria Michaelis Back assumiu como diretora, formando comunidade com outras religiosas que vieram da Alemanha. O trabalho começou com 73 crianças.
O padre logo viu a oportunidade para expandir a estrutura do colégio. A Chácara das Camélias, propriedade da família Toniolo, estava prestes a ser loteada. O problema era a falta de recursos para a compra do terreno na Avenida Protásio Alves. A congregação convivia com as dificuldades financeiras do pós-guerra na Alemanha.
O negócio foi fechado com a ajuda enviada pelas irmãs escolares dos Estados Unidos. Em 9 de setembro de 1946, foi inaugurado o Instituto Santa Inês. A primeira diretora foi a irmã Maria Michaelis Back. As aulas ocorriam na casa da chácara, que ficava no final da linha de bonde. Os móveis foram transferidos da escola paroquial.
Os primeiros anos foram complicados. O Santa Inês enfrentou dificuldades financeiras que ameaçaram a continuidade do trabalho.
Por serem estrangeiras, a legislação impedia que as irmãs alemãs dirigissem a escola. As fundadoras estavam prestes a deixar o Brasil, mas encontraram uma solução. Enviaram carta à jovem Laura Arns, que vivia em Curitiba e aceitou o convite para assumir a direção. Ela ingressaria, mais tarde, na vida religiosa, passando a ser chamada de irmã Maria Helena Arns.
O ano era 1948. A instituição estava com 200 estudantes e cinco professores no Ensino Primário. As inovações pedagógicas já começaram naquele ano, com a criação do Jardim de Infância. O crescimento das matrículas exigiu a locação de um salão na Rua Felizardo Furtado, em cima de uma padaria.
Os anos 1950 foram marcados pela construção de novo prédio para salas de aula. O nome mudou para Ginásio Santa Inês em 1954, quando as irmãs passaram a oferecer o Ginásio, que corresponde hoje aos anos finais do Ensino Fundamental. Inicialmente, apenas para meninas.

O nome Colégio Santa Inês foi adotado em 1962, quando a instituição passou a ter os cursos Clássico e Científico, equivalentes ao Ensino Médio.
Em 80 anos, a instituição de ensino cresceu com o bairro Petrópolis. Nesta quarta-feira, dia do aniversário, o Colégio Santa Inês inaugura um memorial para preservar a história. As comemorações também terão um jantar e o lançamento de um livro no próximo sábado.





