As máquinas agrícolas melhoraram a produtividade e a qualidade de vida dos produtores rurais. Importados da Europa e dos Estados Unidos, equipamentos passaram a revolucionar a agricultura no Rio Grande do Sul no início do século 20. O processo de mecanização foi lento e ganhou impulso depois da Segunda Guerra Mundial, com o aumento da produção pelas indústrias gaúchas.
O programa Aconteceu no RS resgata a história das primeiras máquinas agrícolas. O convidado deste episódio é Roger Schulz, mediador do MEA - Memorial da Evolução Agrícola, em Horizontina.
Trilhadeiras

As trilhadeiras foram inventadas para separar os grãos dos cereais da palha. Elas marcaram a transição da agricultura rudimentar para o processo de mecanização no campo. Em jornais do início dos anos 1900, já aparecem notícias sobre o uso da nova tecnologia no Rio Grande do Sul.
A Granja Progresso, empreendimento de Oscar Loewen e Alberto Bins, estava muito adiantada em relação a outras do Estado. Em 1906, o jornal A Federação descreveu a colheita de arroz na propriedade rural às margens do Rio Gravataí. O local é ocupado hoje pela estação experimental do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), em Cachoeirinha. Na época, pertencia ao município de Gravataí.
A colheita era feita por duas máquinas importadas dos Estados Unidos, que cortavam o arroz e formavam os feixes. Cada uma podia colher 1,5 hectare por dia, em uma jornada de 10 horas.
Depois de colhidos, os feixes eram transportados em vagonetes que percorriam trilhos móveis e chegavam a uma trilhadeira, também de fabricação norte-americana. A máquina era movida por um motor a vapor alemão, alimentado com a palha de arroz, e tinha capacidade para processar 15 mil quilos por dia.
Propagandas
O Almanaque Gaúcho resgata propagandas de trilhadeiras importadas e também fabricadas no Estado no início do século 20. Em Caxias do Sul, eram produzidos equipamentos da marca EDA, da pioneira fábrica de máquinas agrícolas fundada por Evaristo de Antoni.
Exposição
O MEA - Memorial da Evolução Agrícola foi inaugurado em 2023 em Horizontina, no noroeste do Estado. O complexo está na área onde ficava a fábrica da SLC.
O espaço resgata a história da agricultura desde o trabalho manual até as modernas máquinas. De forma interativa, transporta o visitante pelas evoluções da humanidade na produção de alimentos.
Todas as atividades são gratuitas e de classificação livre. O espaço da exposição do MEA abre de quarta a domingo, das 9h às 17h, sem fechar ao meio-dia. O projeto é uma iniciativa do Instituto John Deere e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.



