O Mata-Borrão foi um icônico prédio do Centro Histórico de Porto Alegre. Construído em madeira, foi desmontado no final da década de 1960. A edificação abrigava exposições e eventos culturais do governo do Estado.
Apesar de ter o formato de um olho, a obra ficou conhecida pelo nome de Mata-Borrão, em referência ao objeto usado para absorver o excesso de tinta deixado no papel por canetas no passado. Projetado pelo arquiteto Marcos David Heckman, foi inspirado no auditório do Liceu Belo Horizonte, em Minas Gerais, desenhado por Oscar Niemeyer.
A montagem da estrutura foi rápida, realizada em 1958, na esquina da Avenida Borges de Medeiros e da Rua Andrade Neves. Inicialmente, os jornais apresentaram o prédio como Pavilhão de Exposições das Obras Públicas do Estado. Em 30 de agosto, ocorreu a inauguração da mostra de obras da gestão do governador Ildo Meneghetti.

O Jornal do Dia noticiou que diversos estandes já estavam concluídos. A exposição também contava com maquetes, fotografias e gráficos, obedecendo ao plano concebido pela Grant Adversiting, empresa de publicidade responsável pelo projeto.
O moderno pavilhão ficava ancorado por pilares de madeira. O acesso era feito por uma rampa. À noite, a iluminação deixava o "olho" em destaque. Em função do formato, o edifício tornou-se um ponto de referência no Centro Histórico.
Por mais de uma década, a edificação teve exposições artísticas e eventos culturais. Na fase final, era usada pelo Serviço Estadual de Turismo (Setur).
Em 20 de agosto de 1969, a obra recebeu os últimos visitantes. O presidente da Caixa Econômica Estadual, Sinval Guazelli, acompanhava o governador Walter Peracchi Barcellos. Eles conferiram os cartazes colados na parede com detalhes do projeto de um novo prédio no terreno.
O Mata-Borrão começava a ser desmontado para a construção do Edifício Negrinho do Pastoreio, inaugurado em 1978. Inicialmente, foi sede da Caixa Econômica Estadual. Mais tarde, ficou conhecido como o prédio do Tudo Fácil, ponto de prestação de vários serviços estaduais.






