O curso de datilografia era imprescindível para conquistar emprego antes da ascensão dos computadores. O candidato precisava dominar as teclas de uma máquina de escrever. Se datilografasse rápido e sem erros, ganhava pontos diante dos concorrentes.
Em classificados de jornais, empresas colocavam o curso como pré-requisito para vagas, principalmente em funções administrativas e comerciais. As repartições públicas também exigiam o diploma para o ingresso de novos servidores.
Os cursos perderam alunos ao longo da década de 1990, quando os computadores ganharam espaço nos escritórios e o pré-requisito para os empregos passou a ser o curso de informática. O Almanaque Gaúcho publica fotos de turmas de datilografia da década de 1940. Publicadas pela Revista do Globo, as imagens revelam como esses diplomas eram importantes na época.

Quem fez o curso não esquece as técnicas ensinadas para datilografar sem olhar para a máquina de escrever. Os alunos praticavam exaustivamente exercícios de repetição para memorizar a posição das letras. Também é impossível não lembrar do som frenético provocado pelo movimento dos dedos nas pesadas teclas.
As aulas de datilografia ajudaram no trabalho posterior com os computadores. O teclado herdou a mesma disposição de letras das antigas máquinas, o sistema QWERTY, criado para evitar o travamento das hastes mecânicas. Quem frequentou essas aulas no passado não “cata milho” hoje no teclado do computador.





