A Estrada Velha já foi uma novíssima rodovia entre Porto Alegre e o Litoral Norte. O governo do Estado inaugurou, em 1939, a RS-17 (hoje ERS-030), que passou por Gravataí, Santo Antônio da Patrulha e Osório. A estrada acelerou o desenvolvimento dos balneários e de cidades.
Em 1934, a firma Dahne, Conceição & Cia. foi contratada para a pavimentação de 82 quilômetros. Inicialmente, a estrada recebeu uma base de macadame, camada composta por pedras compactadas. O traçado seguiu o antigo caminho das carroças e tropeiros.
Quando o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) foi criado, em 1937, apenas 25,5 quilômetros estavam prontos. O restante foi concluído nos dois anos seguintes. Nesse período, também começou a extensão entre Osório e Tramandaí.
Em Santo Antônio da Patrulha, a rodovia proporcionou o crescimento do bairro Pitangueiras. Lojas, indústrias e moradias migraram para as margens da estrada estadual.
O casal Modesto e Adelaide Monteiro abriu, em 1940, o posto de combustíveis Energina. Eles também passaram a atender no bar e restaurante Boas-Vindas, oferecendo café acompanhado dos tradicionais sonhos açorianos, doce que se tornou um símbolo da cidade.
Nos anos 1950, a Polícia Rodoviária do Daer implantou um sistema de controle de velocidade na estrada. Postos de fiscalização ficavam distribuídos ao longo do trajeto. O motorista recebia um cartão com o carimbo indicando o horário previsto para chegar ao posto seguinte. Se chegasse antes, ficava comprovado o desrespeito ao limite de velocidade.
A fiscalização beneficiou restaurantes, bares e churrascarias instalados às margens da rodovia, pois muitos motoristas paravam para aguardar o horário adequado de passagem pelo próximo posto de controle e evitar multas.
A inauguração da freeway (BR-290), em 1973, reduziu o movimento na rodovia estadual. A Estrada Velha deixou muitas lembranças em gerações de veranistas.
O site do Museu Antropológico Caldas Júnior, de Santo Antônio da Patrulha, apresenta uma exposição virtual com fotos e informações sobre a estrada. O Almanaque Gaúcho compartilha acima algumas das imagens desse acervo.



