
Com pouco mais de 8 mil moradores, São Vicente do Sul fica na região centro-oeste do Rio Grande do Sul. O município foi criado por lei provincial em 29 de abril de 1876. O território já pertenceu a Rio Pardo, Santa Maria e São Gabriel.
Em função da produção de batata-doce, a cidade carrega o título de "Terra Doce do Centro-Oeste". O território do atual município fez parte da Estância de São Vicente, pertencente à redução jesuítico-guarani de São Miguel Arcanjo. O nome está relacionado à devoção a São Vicente Ferrer. Uma imagem do santo, esculpida no tempo das Missões, permanece até hoje na Igreja Matriz.
Depois do fim dos Sete Povos das Missões, durante a expansão portuguesa no Rio Grande do Sul, as terras passaram a ser ocupadas por várias estâncias de criação de gado. Um pequeno povoado cresceu em área de passagem de tropeiros. Em 1876, foi emancipado de São Gabriel.
Durante a ditadura do Estado Novo, em 1944, o município teve o nome alterado para General Vargas, em referência a Manuel do Nascimento Vargas, pai do presidente Getúlio Vargas. A homenagem permaneceu até 1969, quando voltou a se chamar São Vicente, mas incorporou “do Sul” para evitar confusões com a cidade paulista de São Vicente.

A Praça Borges de Medeiros é o principal ponto de encontro de São Vicente do Sul, cenário de eventos, celebrações e momentos marcantes da vida dos vicentinos. As festas mais relevantes do calendário são o carnaval fora de época — realizado uma semana antes do oficial —, a Feira Estadual do Comércio da Batata-Doce (Fecobat) e o Baile de Kerb's.
Mesmo sem presença significativa de alemães na formação do município, desde a década de 1960 o Baile de Kerb's reúne moradores e visitantes em uma celebração ligada à colheita do ano. O maior orgulho local é um produto herdado dos povos indígenas: a batata-doce.
— São Vicente do Sul não é o maior produtor, mas nossas batatas-doces são mais doces do que as plantadas em outras localidades — destaca a professora Gisa Hartmann Carvalho, que pesquisa a história do município.
A Fecobat começou em 1989. Símbolo do vínculo dos moradores atuais com os guaranis que povoaram a região no passado, a batata-doce virou até um licor, reconhecido como patrimônio imaterial da cidade.






