O nome de Mário Totta é familiar para quem circula na Zona Sul ou frequenta o complexo da Santa Casa, em Porto Alegre. O médico, falecido no final dos anos 1940, também é homenageado em outras cidades do Estado. Ele dedicou a vida à medicina, às letras e às ações sociais.
Mário Totta nasceu na capital gaúcha em 5 de janeiro de 1874. Integrou a primeira turma de medicina formada na cidade, em 1904. No ano seguinte, foi nomeado médico-adjunto do ambulatório da Santa Casa de Misericórdia e, logo depois, assistente da cadeira de Clínica Obstétrica e Ginecológica da Faculdade de Medicina.
Entre suas contribuições está a inauguração de maternidade na Santa Casa, em 1940, extinguindo a Roda dos Expostos. A nova unidade do complexo de saúde recebeu o nome do médico: Maternidade Mário Totta.
Totta foi poeta, romancista, cronista e jornalista no Jornal do Comércio. Cofundador do Correio do Povo, colaborava em uma coluna com dicas de saúde. No campo literário, ocupou cadeira na Academia Rio-Grandense de Letras e publicou obras como o livro de poemas Meu canteiro de saudades.
Dr. Mário Totta esteve à frente do projeto Natal da Criança Pobre. Lançada em 1910, a iniciativa transformou-se em uma tradicional ação que distribuía brinquedos e roupas para crianças internadas e em situação de vulnerabilidade nos bairros da cidade.
No Natal de 1945, por exemplo, a Revista do Globo noticiou que foram presenteadas 189 crianças da Santa Casa. Os pacientes que podiam se locomover receberam "bonecas, tambores, petecas, vestidinhos, pijamas, gaitas, guloseimas, jogos etc." aos pés de uma "bela e colorida" árvore natalina. Os impossibilitados foram atendidos nos próprios leitos.
O médico, que faleceu em 17 de novembro de 1947, aos 73 anos, é homenageado no nome de uma rua dos bairros Tristeza, Camaquã e Cavalhada. Ele foi morador da Zona Sul, convivendo e ajudando vizinhos e veranistas de balneário à beira do Guaíba.






