
Emancipado em 12 de maio de 1988, Amaral Ferrador fica no sul gaúcho. O nome do município, de pouco mais de 5 mil habitantes, homenageia um militar que lutou ao lado dos farroupilhas e, posteriormente, defendeu o Império do Brasil.
Lançado no ano passado, o livro José do Amaral Ferrador: na trilha de sua história, de Diderô Carlos Lopes, conta a trajetória desse personagem controverso da história do Rio Grande do Sul. O pesquisador também resgata a genealogia da família, desde as origens paulistas tropeiras de seus antepassados até seus descendentes, a partir de uma única filha.
Amaral Ferrador nasceu em 18 de julho de 1808, em Rio Pardo. O pai era um aventureiro de Taubaté, Jozé do Amaral e Silva, que se casou com Francisca Dorotéa da Silva, provavelmente indígena, moradora da região, então uma zona de disputa de fronteiras entre portugueses e espanhóis.
— Ele ingressou muito cedo na carreira militar. Com apenas 12 anos de idade chegou ao quartel de Rio Pardo — conta o pesquisador.
Identificado pela investigação como um rebelde antes de 1835, Amaral Ferrador foi capitão do Estado Maior da República Rio-Grandense. Depois do fim da Guerra dos Farrapos, lutou nas forças do Império do Brasil, inclusive na Guerra do Paraguai.
O militar chegou à patente de coronel da Guarda Nacional no Rio Grande do Sul. Ele e a esposa, Josefa Francisca do Amaral, tiveram propriedade rural onde fica hoje o município de Amaral Ferrador. Na pesquisa, Diderô descobriu que possuíam escravizados. O casal teve uma única filha: Rosalina.
Amaral Ferrador morreu em 24 de maio de 1879, aos 70 anos. Em 1949, foi homenageado no nome da localidade no sul do Estado, que pertencia a Encruzilhada do Sul.
A origem do município está em uma sesmaria de Manuel Bueno de Vargas e de sua esposa, Desidéria Maria Prates, oriundos de Itu, no interior de São Paulo. A localidade teve outros nomes anteriormente: Capela de São José do Camaquã, Freguesia de São José do Patrocínio, Vila de São José do Patrocínio e Abolição.






