Por 33 anos, a Churrascaria Mosqueteiro funcionou no Estádio Olímpico, em Porto Alegre. O restaurante foi ponto de confraternização de torcedores, jogadores e dirigentes do Grêmio. Em 1991, quando retornou ao clube, o ídolo Renato Portaluppi saiu do aeroporto com destino certo: saborear o tradicional churrasco.
A Mosqueteiro foi inaugurada em 28 de julho de 1972, em uma construção anexa ao estádio, com entrada pela Avenida Carlos Barbosa. A abertura ocorreu poucos meses antes da inauguração do Ginásio David Gusmão.
Um ilustre visitante jantou na churrascaria em 1º de setembro de 1972. O comunicador Chacrinha, da TV Globo, estava em Porto Alegre para escolha de calouros na TV Gaúcha (RBS TV). O jornalista Paulo Sant’Ana o presenteou com um fardamento do Grêmio.
O restaurante, ao longo do tempo, passou por reformas e troca de proprietários. Em 1989, foi reformado junto com o complexo do ginásio esportivo. A Mosqueteiro foi reinaugurada com dois amplos salões, distribuídos em dois pisos, com capacidade para aproximadamente duas mil pessoas.
Em 1992, por exemplo, o empresário Nelson Parise administrava o centro gastronômico do Olímpico, além da Cantina di Dante e Chopão, no Estádio Beira-Rio. A Mosqueteiro oferecia três opções: churrascaria, pizzaria e galeteria.
O restaurante foi palco de comemorações das conquistas do Tricolor e, inclusive, de negociações de jogadores. Em 1980, durante o festival de reinauguração do Estádio Olímpico, um jovem chamado Diego Maradona, do Argentinos Juniors, conheceu as delícias da Mosqueteiro. Nos anos 1990, o goleiro Danrlei realizou a festa de seu casamento no local.

Outro momento marcante envolveu a saída de Ronaldinho do Grêmio para o PSG, em 2001. Em entrevista à Zero Hora, em 2024, Régis Trevisani, que administrou a churrascaria entre 1995 e 2005, lembrou do episódio que envolveu toda a família Assis Moreira.
— Nós tínhamos uma cascata na frente, com alguns peixes. E, certo dia, vi o Roberto Assis falando em francês ao telefone. Provavelmente, estava falando com o pessoal do PSG. Depois, houve um encontro com Ronaldinho, Assis, dona Miguelina, o presidente Guerreiro e mais alguns dirigentes do Grêmio. Acredito que dali tenha saído alguma definição — recordou Trevisani.
O restaurante encerrou as atividades em 2005. O espaço foi ocupado, dois anos depois, por uma loja, a Vinhos do Mundo.




