Frederico Mentz foi um próspero comerciante e industrial. Homenageado no nome de uma rua do bairro Navegantes, em Porto Alegre, o empresário fundou uma série de negócios, de banco e seguradora a companhia de navegação e fábricas.
Ele fez fortuna com o beneficiamento de banha de porco, classificada como “ouro branco” até a primeira metade do século 20. A firma Frederico Mentz & Cia produzia as famosas marcas Phenix e Neve.
Neto de imigrante alemão, Mentz nasceu em 1867, em Hamburgo Velho, hoje bairro de Novo Hamburgo. Aos 21 anos, partiu para São Sebastião do Caí, onde trabalhou no comércio. Casou-se com Catarina Trein, filha de Christiano Jacob Trein, um rico comerciante. Em sociedade com o sogro e outros familiares, abriu várias empresas, incluindo a indústria de roupas Renner. Em 1907, firmou sociedade com Alfredo Dillenburg e se estabeleceu em Porto Alegre.
Em 1918, as latas de banha Neve e Phenix eram produzidas em fábricas na Rua Marechal Floriano, na capital gaúcha, e em São Sebastião do Caí. Mentz mantinha sociedade com o concunhado A. J. Renner e o cunhado Frederico Trein na empresa Frederico Mentz & Cia. A Revista Kodak publicou, em 1919, que estavam em andamento as obras de um grande prédio na Rua Voluntários da Pátria, esquina com a Rua Pontas de Paris (atual Garibaldi).
Com trapiche exclusivo no rio, além da indústria de banha, a firma também comercializava tecidos, sal e outros produtos na nova sede, vizinha da indústria Gerdau e próxima à estação de trem.
Em 1924, a revista Vida Carioca publicou que a produção anual chegava a 80 mil caixas de 60 quilos. A fábrica empregava 255 operários.

A banha ajudou famílias do Vale do Caí a erguer impérios empresariais. O produto, oriundo das colônias italianas e alemãs, chegava às cozinhas do Brasil e de outros países. O negócio entrou em declínio quando os óleos vegetais dominaram o mercado.
A marca Phenix foi lançada pela firma de Christiano Jacob Trein, em São Sebastião do Caí. Já a banha Neve pertencia originalmente à firma Otero Gomes & Cia, de Porto Alegre.
Frederico Mentz morreu aos 64 anos, em 1931.
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