A Praia do Magistério fica no Balneário Pinhal, no Litoral Norte. Quando a área em meio às dunas foi loteada, o apelo para a venda de terrenos era a proximidade com Porto Alegre. Os primeiros veranistas encaravam uma série de privações para curtir dias de férias junto ao mar.
O jornal Zero Hora apresentou o cenário da praia em um caderno especial do verão de 1975-1976. A reportagem descreveu que Magistério ficava “a oito quilômetros de Pinhal, pela continuação da estrada de terra batida”. O balneário permanecia sem energia elétrica, água encanada e coleta de esgoto. A colônia de férias da Carris, empresa de ônibus de Porto Alegre, era o único ponto iluminado à noite, pois mantinha um gerador próprio.
A praia sobrevivia basicamente em função das colônias de férias. O único hotel havia sido destruído por um incêndio anos antes. Em fotos do início da década de 1970, aparecem poucas casas de madeira construídas entre as dunas.
Os veranistas precisavam levar seus mantimentos ou fazer compras no único bar e armazém da praia, o Oliveira. O comércio guardava os produtos perecíveis em uma geladeira a gás.
Além dos banhos de mar, o divertimento se resumia à pescaria e aos jogos de cartas. Uma área de esportes funcionava junto à escola dos filhos de pescadores. Nos anos 1970, Magistério pertencia ao município de Tramandaí. O balneário também fez parte de Cidreira antes de se tornar distrito de Balneário Pinhal, emancipado em 1995.
Origem do nome
A pesquisadora Maria Cardoso Faistauer esclarece que, inicialmente, o loteamento foi ocupado por professores. Moradora de Balneário Pinhal há 50 anos, ela ouviu a história compartilhada pelo Seu Costinha, como era conhecido o pioneiro na venda de terrenos na Praia do Magistério. Ele contou que negociava com condições especiais para professores em Porto Alegre.





