A cidade de São Leopoldo convive com as cheias do Rio dos Sinos desde a sua fundação, em 1824, quando chegaram as primeiras famílias de colonos alemães. Os prejuízos provocados pela grande enchente de 1965 mobilizaram a comunidade em busca de uma solução para proteger as áreas urbanas. Com ajuda técnica e financeira do governo da Alemanha Ocidental, as obras do sistema de diques tiveram início em 1974.
O leitor Anápio Linck, 87 anos, contribui com uma imagem histórica. A fotografia e as informações foram enviadas ao Almanaque Gaúcho por sua filha, Bianca Stumpf Linck Uhf.
A foto mostra um encontro de representantes da prefeitura, entre eles o então prefeito Henrique da Costa Prieto, com proprietários da Olaria Linck e da fábrica Papelão Justo, localizadas na Rua Luiz Pedro Daudt, às margens do Rio dos Sinos.
A família Linck doou áreas de terra para a construção dos diques, de casas de bombas e de valas de drenagem. As obras começaram com a implantação de um dique de terra e de um muro de concreto na margem esquerda do rio, com o objetivo de proteger o Centro e bairros vizinhos. Três casas de bombas foram construídas e inauguradas ao longo dos anos 1980. Outras obras foram executadas nos anos 1990, ampliando a proteção.
Atualmente, o Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) é responsável por um sistema de contenção de cheias composto por cinco casas de bombas, 20 quilômetros de diques e 16 quilômetros de valas de drenagem.
Colaborações
O espaço Relíquias dos Leitores é dedicado a fotos de acervo familiares. O Almanaque Gaúcho publicará imagens que mostrem lugares do Rio Grande do Sul nos séculos 19 e 20. Podem ser ruas tradicionais, parques, praias e outros espaços conhecidos. O envio pode ser feito pelo meu e-mail (leandro.staudt@rdgaucha.com.br).
É importante encaminhar junto um texto curto descrevendo a foto, com informações como ano ou década do registro, o local e a identificação de pessoas.






