No início do século 20, os veranistas do litoral gaúcho usavam trajes de banho que cobriam a maior parte do corpo. Os macacões deixavam de fora apenas a cabeça e partes dos braços e das pernas. As roupas escondiam os corpos e protegiam do sol.
O Almanaque Gaúcho publica fotos que retratam a moda de praia entre as décadas de 1910 e 1970. Veja acima. Ao longo do tempo, os trajes foram encurtando. Nas décadas de 1930 e 1940, em praias gaúchas, mulheres já vestiam maiôs mais curtos e os homens usavam sungas ou calções.
No final dos anos 1940, os biquínis, chamados de “maiôs Bikini”, chegaram às praias do Rio de Janeiro. O traje de duas peças, mais ousado do que os maiôs, era uma novidade surgida na França e alvo de polêmica em outros países.
A adesão das brasileiras não foi imediata. O nome da roupa de banho deriva do Atol de Bikini, no Oceano Pacífico, local de explosões atômicas experimentais.
Nos anos 1970, os biquínis ficaram ainda menores. A evolução, uma adaptação das cariocas, foi a tanga. Em 1974, a revista O Cruzeiro publicou que “na areia fina do Píer de Ipanema nasceu a tanga que hoje veste — ou quase — o corpo de mulheres bonitas em todo o mundo”.




