A Rua da Conceição, em Porto Alegre, foi desfigurada na década de 1970. A abertura do túnel e a construção das elevadas fizeram parte da remodelação do sistema viário na gestão do prefeito Telmo Thompson Flores.
A rua é do tempo da Guerra dos Farrapos. A Câmara Municipal recebeu, em 1834, um requerimento para a abertura da via na Chácara da Brigadeira, propriedade de Rafaela Pinto Bandeira Freire, filha do brigadeiro Rafael Pinto Bandeira. Em função da revolta dos farroupilhas, a obra só foi executada em 1845, com o fim do conflito.
A Rua Nova da Brigadeira, primeiro nome da via, passou a ligar a Estrada dos Moinhos de Vento (Avenida Independência) ao Caminho Novo (Rua Voluntários da Pátria).
O nome foi alterado para Rua da União em 1857, um ano antes da inauguração da Igreja Nossa Senhora da Conceição. A travessa entre a Avenida Independência e a Várzea, região do Parque da Redenção, recebeu o nome Rua da Conceição.
A estrada de ferro de Porto Alegre a São Leopoldo foi inaugurada em 1874, quando a Rua da União também passou a ser chamada de Rua da Conceição. A estação do trem ficava na esquina com a Rua Voluntários da Pátria. O movimento de cargas e passageiros impulsionou o comércio na região.
Na década de 1920, em frente à estação Castelinho, foi construído o Edifício Ely, uma das mais belas obras arquitetônicas da cidade.
Obras iniciadas em 1970 mudaram o destino da Rua da Conceição. Os automóveis deixaram de subir a lomba ao lado da igreja para cruzar a Avenida Independência. O túnel e as elevadas foram projetados para melhorar o trânsito da área central de Porto Alegre.
As intervenções exigiram a demolição da estação de trem e transformaram de forma definitiva uma das ruas mais antigas da cidade.






