Em tempos de Pix e carteiras digitais, o dinheiro de papel some do bolso dos brasileiros. As moedas, indispensáveis no passado, perdem valor a cada ano. As crianças de hoje nem imaginam que um dia foi possível fazer compras com moedinhas.
Em um passeio recente, meu filho Pedro, de 11 anos, em um dia de sorte, encontrou R$ 0,50 na calçada. Imediatamente, o guri sorriu pensando em comprar um chiclete. A alegria durou pouco. Entrou em um bar cheio de confiança, mas saiu com apenas três balas simples. Não conseguiu mais comprar o chiclete desejado com aquela moedinha.
No início do Plano Real, em 1º de julho de 1994, as moedas voltaram a ter poder de compra. Vocês recordarão certamente de produtos que custavam menos de R$ 0,50. O primeiro que me vem à mente é a lata de refrigerante. Comprei muitas no supermercado perto da escola.
A passagem do ônibus municipal de Porto Alegre custava R$ 0,37 em 1994. Em propagandas publicadas nos jornais da época, é possível relembrar outros preços.
Com uma única moeda de R$ 0,50, e ainda sobrando troco, o consumidor conseguia comprar, por exemplo, um litro de leite tipo C, um quilo de arroz, um quilo de batata ou um pacote de bolacha. O cacetinho, nosso pãozinho francês, custava menos de R$ 0,10. Balas, chicletes e outros doces pequenos também valiam centavos.
Se corrigidos pela inflação acumulada (IPCA), os R$ 0,50 de julho de 1994 equivalem hoje a R$ 4,30. O salário mínimo nacional no início do Plano Real era de R$ 64,76.
As moedinhas estão ficando no passado, objeto para histórias dos pais e avós.






