Na noite de um domingo, há 60 anos, uma tragédia envolveu um avião militar argentino no Rio Grande do Sul. A aeronave Lockheed P-2 Neptune, da Armada Argentina, bateu no Cânion Josafaz, no Litoral Norte, em 7 de novembro de 1965. Morreram os 11 tripulantes. O grupo participava de um treinamento conjunto com forças do Brasil, Uruguai e Estados Unidos.
O avião partiu da Base Aérea de Canoas às 18h27, rumo ao Oceano Atlântico, para dar apoio a um navio da Operação Unitas VI. O último contato por rádio foi realizado por volta das 21h. Os destroços e os corpos só foram localizados na terça-feira pelas equipes de resgate.
A tragédia ocorreu no limite de São Francisco de Paula com a localidade de Boa União Barreiro, no município de Três Forquilhas, território de Torres na época.
Em uma zona de mata de difícil acesso, moradores demoraram quase 24 horas para conseguir comunicar as autoridades sobre o local do acidente. No início da noite da segunda-feira, relataram o ocorrido a um policial rodoviário federal, que avisou a Polícia Civil em Torres.

O piloto do avião era o capitão de corveta Osvaldo Poletti. Na época, Zero Hora noticiou que a causa do acidente teria sido “erro de cálculo”. O avião estaria em altitude abaixo da recomendada ao sobrevoar a encosta da serra.
Um agricultor contou que dois tripulantes pularam da aeronave antes do choque contra o morro. Umahomenagem às vítimas foi realizada em Canoas.
Além do piloto, morreram Edgardo Armando Ballester, Enrique Juan Ángel Dionisi, Antonino Jorge Cascio, Carlos Julio Marconi, Hugo Dal Sasso, Hugo Isauro Vera, Luis Ernesto Carrizo, Carlos Roberto González, Manuel Demetrio Ontiveros e Virgílio Miranda.




