A Gillette é um clássico caso de marca que se tornou sinônimo do produto. O norte-americano King Camp Gillette lançou, em 1901, as finas lâminas de barbear. Em Boston, o inventor fundou a indústria Gillette Safety Razor Company. Não demorou para que os produtos importados dos Estados Unidos chegassem ao Brasil.
Em propagandas publicadas a partir de 1907, o revendedor da marca no Rio de Janeiro apresentava as vantagens da “navalha de segurança Gillette”. O novo produto dispensava a necessidade de afiar a lâmina e prometia acabar com os cortes na pele. O aparelho era comercializado com 12 lâminas, cada uma com dois lados de corte.
O barbeador tornou mais fácil e seguro o momento de fazer a barba. De acordo com a história difundida pela fabricante, em uma manhã, diante da pia, King C. Gillette percebeu que sua lâmina de barbear ficava cega rapidamente e precisava ser afiada profissionalmente. Ele notou que a única parte realmente necessária era a extremidade mais fina da peça. Imaginou então essa ponta em uma chapa de aço fina e de custo tão baixo que pudesse ser facilmente substituída, ou seja, descartável.
Nos anos 1920, ocorreu a primeira inovação mecânica do aparelho: o ângulo da lâmina foi modificado para torná-la mais precisa e melhorar o manuseio do cabo. A empresa continuou promovendo outras melhorias ao longo do tempo. A Gillette deixou de ser apenas um barbeador masculino, passando também a oferecer produtos para depilação corporal.

Em 2005, a empresa foi comprada pela gigante americana Procter & Gamble por US$ 57 bilhões. Na época, a Gillette somava 30 mil funcionários em 14 países e também era proprietária de marcas como Mach3, Duracell e Oral-B.





