Em um prédio de 1864, o Museu Municipal Edyr Lima preserva a história de Cachoeira do Sul. O acervo reúne aproximadamente 8 mil objetos, incluindo as exposições e a reserva técnica.
O item mais antigo é uma bíblia de 1750, escrita em alemão gótico. O visitante pode ver fotos, móveis e outros equipamentos de locais da memória coletiva, como o cinema e a estação férrea. Um cofre fechado desperta a curiosidade de todos.
Inicialmente, o casarão destinado à administração da cidade foi usado para atendimento de feridos na Guerra do Paraguai. Em frente à Catedral Nossa Senhora da Conceição, o prédio já abrigou câmara municipal, cadeia, tribunal do júri, intendência e prefeitura. Hoje, é ocupado pelo museu e pelo gabinete do prefeito.
Em viagem recente, visitei o espaço de memória do município emancipado em 1820. Uma das peças de destaque é a mesa onde estava Antônio Vicente da Fontoura quando foi apunhalado dentro da igreja, em 1860, durante eleição para vereador e juiz de paz. O político faleceu semanas após o atentado.
Outros itens importantes são as armas da época da Revolução Farroupilha, as peças do tempo da ferrovia e o cedro majestático doado a Dom Pedro II em passagem por Cachoeira do Sul.
— As crianças gostam da parte onde era a cadeia. Ficam espantadas com a única abertura, a claraboia — conta a chefe do museu, Aimara Carlos da Silva.
Não fui o único a ficar intrigado com a história de um cofre da marca Berta, que pertenceu à Secretaria Municipal da Fazenda. Fabricado em Porto Alegre, o equipamento de segurança está fechado. Qual é a senha? Ninguém sabe. O que tem dentro? Ninguém sabe.
— A abertura não está nos planos. A ideia é que fique o mistério. Pode ser só papel — especula o prefeito Leandro Balardin.
Visitantes brincam com o segredo envolvendo o cofre. Cada um dá suas sugestões sobre o que poderia ter dentro.
O museu fica na Rua Quinze de Novembro, 364, no Centro. Abre nas segundas e quartas, das 13h30 às 17h30, e nas terças, quintas e sextas, das 8h às 12h. A visitação é gratuita.

