A chaminé da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, foi cenário de salto de paraquedas há 30 anos. Em 2 de outubro de 1995, o paulista Luiz Henrique Tapajós Antunes dos Santos, o Sabiá, se jogou do topo, na altura de pouco mais de 100 metros. No entorno do cartão-postal da cidade, os incrédulos porto-alegrenses assistiram à descida que durou apenas 12 segundos.
No dia seguinte, Zero Hora estampou na capa a inédita ação. Sabiá, acompanhado do amigo André Chagas, percorria o Brasil em busca de pontos simbólicos para o base jump, esporte de saltos em bases fixas. Na capital gaúcha, seus amigos sugeriram a icônica chaminé.
Em função da altura, Sabiá precisava abrir o paraquedas entre um e dois segundos após o salto. De acordo com dados da prefeitura de Porto Alegre, a chaminé tem 117 metros, sendo 13 metros de fundação e 104 metros visíveis. Ela foi construída em 1937, ao lado da usina de energia elétrica.

Sabiá, que hoje mora em Torres, conta que não teve qualquer dificuldade para receber autorização para o salto. Aos 54 anos, ele calcula que já fez aproximadamente 30 mil saltos de pontos fixos e aeronaves.
— Foi o maior sucesso. Estava lotado na volta. Ninguém sabia que era possível pular da chaminé e chegar vivo no chão — brinca o paraquedista.
Nos dias seguintes, voltou a pular da chaminé. Ele lembra que o amigo, André Chagas, também fez salto.


