
A Rua General Lima e Silva é um tradicional ponto boêmio de Porto Alegre. Cortando o bairro Cidade Baixa, mescla moradia e comércio, agitada dia e noite. Ela está entre as ruas mais antigas da cidade. Em função de uma fábrica de tijolos, no passado, o nome era Rua da Olaria.
No livro Porto Alegre: Guia Histórico, Sérgio da Costa Franco revela que a "rua nova da Olaria" é mencionada em 1813 em uma medição judicial de terrenos. Ela estava nos fundos das chácaras que ficavam de frente para a Várzea (Avenida João Pessoa e Parque da Redenção).
A olaria pertencia a João José de Oliveira Guimarães. Em relação ao traçado atual, a rua era menor. Em 1835, o jornal O Mensageiro publicou anúncio da venda de escravos "em uma das casas pintadas de amarelo" na "Rua da Olaria".
O vereador Lopo Gonçalves apresentou, em 1845, requerimento à Câmara Municipal sobre as péssimas condições da via, que ficava intransitável nos dias de chuva.
Em março daquele ano, o jornal O Imparcial publicou anúncio da venda de parte da fábrica de tijolos. Informava que o proprietário, o popular Joãozinho da Olaria, já tinha morrido. O fim da Guerra dos Farrapos acelerou a ocupação da Cidade Baixa.

Em 6 de junho de 1870, a Câmara Municipal trocou o nome do logradouro para homenagear Luiz Manoel de Lima e Silva, comandante superior da Guarda Nacional e membro da Câmara Municipal em Porto Alegre. Morador da rua, ele também ocupava o cargo de provedor da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia.
Lima e Silva era tio do Duque de Caxias. O militar morreu em 23 de julho de 1878, em Porto Alegre, como marechal de campo reformado.
No obituário, o Jornal do Commercio lembrou que Lima e Silva serviu na província durante a Guerra dos Farrapos. O militar também participou da Guerra Cisplatina.
O povo demorou para adotar o novo nome da rua na Cidade Baixa. Nas primeiras décadas do século 20, os jornais ainda citavam o local como Rua da Olaria.




