Depois de pacificar Maranhão, São Paulo e Minas Gerais, Luís Alves de Lima e Silva chegou a Porto Alegre no final de 1842. Com o título de barão de Caxias, ele assumiu a presidência da província para pôr fim à insurreição dos farroupilhas, que proclamaram a República Rio-Grandense. Em sete anos, outros 12 presidentes tentaram sem sucesso a pacificação.
Patrono do Exército Brasileiro, Duque de Caxias é o tema do segundo episódio da nova temporada do Aconteceu no RS. O programa já está disponível no canal de GZH no YouTube. O escritor Alcy Cheuiche, autor do livro O Pacificador: A História da Vida do Duque de Caxias, relembra momentos marcantes da vida do militar que governou São Pedro do Rio Grande do Sul duas vezes.
Nascido em 1803 no Porto da Estrela, atual município fluminense de Magé, Caxias teve uma ascensão militar notável. Filho e neto de militares, foi alistado como cadete aos cinco anos. Ingressou na Academia Real Militar aos 15 anos. Lutou na Guerra das Cisplatina e tornou-se braço direito do Padre Feijó, regente do Império.
Quando chegou ao Sul, uma de suas primeiras e mais perspicazes estratégias mirou na força dos farrapos: a cavalaria. Ele planejou a compra em massa de cavalos, cortando o suprimento dos rebeldes e, consequentemente, minando sua principal vantagem militar.
Caxias pôs fim à República Rio-Grandense. No início de 1845, ele e os farroupilhas assinaram o tratado de paz de Ponche Verde. Cheuiche entende que as cláusulas do acordo evidenciam a visão de Caxias pela reconciliação, e não pela aniquilação.
O militar continuou no governo da província até 1846. Em 1851, voltou à presidência do Rio Grande do Sul.
— Caxias foi fundamental para termos o mapa brasileiro do Rio Grande do Sul ao Amapá — destaca o escritor.
Ao controlar as rebeliões, o Império evitou a fragmentação do Brasil como nas colônias espanholas da América. O título de duque foi concedido após a campanha na Guerra do Paraguai. Caxias morreu em 1880, no estado do Rio de Janeiro.
Nesta temporada do Aconteceu no RS, o primeiro episódio foi sobre Bento Gonçalves. Os próximos contarão as histórias dos Lanceiros Negros e de Bento Manoel Ribeiro.



