Bento Gonçalves é nome de ruas, escolas e até município no Rio Grande do Sul. O estancieiro, militar e político liderou os farroupilhas na Guerra dos Farrapos, entre 1835 e 1845. Depois da pacificação da província, o personagem ficou apagado da história até o fim do Império. Os republicanos colocaram o general no topo da lista dos heróis rio-grandenses.
Nova temporada do Aconteceu no RS resgata a história de personagens da Revolução Farroupilha. Serão quatro episódios: Bento Gonçalves, Duque de Caxias, Lanceiros Negros e Bento Manoel.
O primeiro programa já está disponível no canal de GZH no YouTube. O entrevistado é o historiador Giovanni Mesquita do Estreito, autor do livro Bento Gonçalves, do Nascimento à Revolução.
Em 23 de setembro de 1788, nasceu em Triunfo o menino Bento Gonçalves da Silva, filho do estancieiro Joaquim Gonçalves da Silva e de Perpétua da Costa Meireles, neta de Jerônimo de Ornelas, dono da sesmaria que deu origem a Porto Alegre.
O pai queria que o menino fosse padre, mas Bento escolheu a vida no cavalo e atrás do gado. No pampa, em área de disputa territorial, entrou nas peleias. Em 1811, participou da invasão da Banda Oriental. Ele viveu 14 anos no Uruguai, onde casou com Caetana, filha de um estancieiro.
Antes da Revolução Farroupilha, foi comandante da Guarda Nacional e deputado provincial em São Pedro do Rio Grande do Sul. O estopim para a tomada de Porto Alegre, em 20 de setembro de 1835, foi a revolta de estancieiros contra o presidente da província, Antônio Rodrigues Fernandes Braga, e o imposto sobre o charque. Bento Gonçalves entrou na capital da província um dia depois, em 21 de setembro.

Nos dez anos de guerra, o farroupilha foi preso e enviado para Rio de Janeiro e Salvador, de onde conseguiu fugir. Quando voltou a Piratini, tomou posse como presidente da República Rio-Grandense, proclamada em 1836.
O episódio do Aconteceu no RS resgata a trajetória de Bento Gonçalves desde a infância até a morte, em 1847. Não são esquecidos casos como a acusação pela morte de um farroupilha opositor, Paulino da Fontoura; os escravizados; e o famoso duelo de espadas contra seu primo Onofre Pires, que faleceu dias depois em decorrência dos ferimentos.

