
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) está repleto de boas histórias. O novo projeto Memória HCPA resgata fatos, personagens e curiosidades do complexo de saúde, por onde circulam 20 mil pessoas por dia. Coordenado pela jornalista Elisa Kopplin Ferraretto, o trabalho formará um importante acervo e difundirá esta trajetória de mais de meio século.
O projeto conta com a colaboração da comunidade interna, pacientes, familiares e até vizinhos em qualquer época. As histórias podem ser compartilhadas pelo e-mail (memoria@hcpa.edu.br) ou telefone (51 33598211). O Memória HCPA tem perfis no Instagram (@hcpa_memoria) e Facebook.
Entre os episódios já garimpados, está um caso folclórico.
Homem da Capa Preta
O Clínicas começou a funcionar em 19 de julho de 1971 e prestou seus primeiros atendimentos no ano seguinte. Em 1973, já contava com 400 funcionários.

Em um convênio para atendimento aos segurados do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), oferecia 40 consultórios ambulatoriais, no térreo, e duas unidades de internação, uma no terceiro e outra no quarto andar. O restante dos 14 andares estava vazio.
Imagine aquele prédio gigantesco desocupado à noite. Centenas de salas estavam vazias, as escadas ainda inacabadas. As janelas não tinham vidros. O vento percorria os imensos corredores às escuras.
Nessa época, surgiu uma figura que se tornou folclórica na história do Clínicas. Um dia, uma enfermeira contou que vira, de madrugada, um vulto, de roupa escura, se esgueirando pelos corredores. Outras funcionárias também começaram a relatar seu avistamento. O personagem logo ganhou um nome: "Homem da Capa Preta".
Ele foi citado, inclusive, em registros oficiais do hospital. Em relatórios de plantão, a informação foi registrada diversas vezes: "O Homem da Capa Preta apareceu de novo".
Assim como surgiu, um dia o "Homem da Capa Preta" desapareceu. Ninguém teve coragem de abordar a criatura para pedir a identificação. Quem era aquela figura? Há quem garanta que se tratava apenas de uma brincadeira de um médico residente.
Quem sabe o "Homem da Capa Preta" volte a aparecer e revele a sua identidade para o projeto Memória HCPA.


