Um funcionário da Johnson & Johnson inventou o icônico Band-Aid em 1920, nos Estados Unidos. Com esparadrapo cirúrgico e gaze, dois produtos já fabricados pela empresa, Earle Dickson, um comprador de algodão, fez a atadura adesiva. Ele queria ajudar a esposa, Josephine Knight Dickson, acostumada com os cortes e queimaduras na cozinha.
A mulher conseguia aplicar sozinha o novo curativo. Depois do sucesso da invenção em casa, o funcionário levou a ideia para a empresa. Registrado com o nome Band-Aid, o produto chegou às lojas em 1921.
As tiras eram longas, medindo 7,6 centímetros de largura e 45 centímetros de comprimento, e precisavam ser cortadas no tamanho do ferimento na pele. Os pequenos curativos, prontos para a aplicação, foram lançados apenas três anos depois.
A Johnson & Johnson precisou ensinar os consumidores a usar a novidade. Vendedores ambulantes foram contratados para demonstrar o produto a médicos e farmacêuticos nos Estados Unidos.
A fabricante não parou de inovar. Em 1926, vieram as embalagens de lata, que poderiam ganhar outros usos quando os curativos terminassem, como guardar pregos, botões, bolinhas de gude e figurinhas. Na década de 1950, chegaram ao mercado as primeiras ataduras decoradas.
A marca esteve presente em momentos históricos. Na Segunda Guerra Mundial, milhões de bandagens adesivas foram enviadas para as tropas norte-americanas em combate. Até para a Lua já foram, na bagagem de astronautas. Em 1969, os curativos estavam no kit médico da nave espacial Apollo 11.

Dickson chegou a vice-presidente da Johnson & Johnson e, depois, ingressou no conselho de administração da empresa. Falecido em 1961, ele está no Hall da Fama dos Inventores Nacionais dos Estados Unidos.
O Band-Aid é uma daquelas marcas que virou sinônimo do produto.




