Antes de abrir a fábrica em Gravataí, há 25 anos, a General Motors (GM) fez mistério sobre o novo carro. Os gaúchos estavam curiosos. Qual é o nome? Como é o veículo? Qual o preço? Aos poucos, as perguntas foram respondidas nos meses que antecederam a inauguração, em 20 de julho de 2000.
Em 23 de maio, dois meses antes da grande festa, Zero Hora apresentou na capa o nome do veículo: "Carro da GM deve se chamar Celta". Fabricado em Gravataí, o Celta não foi testado nas ruas do Rio Grande do Sul. A GM enviou a versão básica para escritórios regionais em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Paraná.
A equipe de Zero Hora flagrou o veículo no estacionamento do escritório da GM em Curitiba. As fotos publicadas no jornal desfizeram o mistério sobre as linhas do Celta.

Na inauguração da fábrica ocorreu o tão esperado desfile do Celta. Os carros, no pátio da montadora, também foram usados para formar as bandeiras do Brasil, do Rio Grande do Sul e da GM. Na primeira fase, a capacidade de produção do complexo era de 10 mil unidades por mês, considerando o trabalho em dois turnos.
As vendas do carro, de motor 1.0 e duas portas, só começaram dois meses depois da festa. Em 2 de setembro, a empresa fez o lançamento oficial e anunciou os preços: R$ 14.170 nas concessionárias e R$ 13.390 pelo site da GM. O Pacote Mais, um kit de acessórios, custava R$ 528 nas concessionárias e R$ 499 na Internet. Na época, o salário mínimo nacional estava em R$ 151 e o dólar era cotado a R$ 1,82.
O lançamento ocorreu no Sierra Park, em Gramado, com a presença de todo o comando brasileiro da General Motors. Na Serra, jornalistas realizaram o primeiro test-drive do "carro gaúcho".
O Projeto Arara Azul, origem do Celta, foi concebido para oferecer um carro popular. Pela faixa de preço, concorria com modelos como Fiat Mille Smart, VW Gol Special e Ford Ka.

A GM montou 1,7 milhão de unidades do Celta entre 2000 e 2015.





