Um prédio de 1884 guarda relíquias coloniais em Nova Milano, distrito de Farroupilha, na serra gaúcha. O acervo é preservado por Beatriz Elvira Bergamo Flach, bisneta de Stefano Crippa, pioneiro da imigração italiana no Estado. No casarão de dois andares ficava a moradia e o armazém do italiano, que oferecia variados mantimentos aos colonos e comprava a produção agrícola.
O prédio fica em frente à Praça da Imigração Italiana e à igreja Santa Cruz. Nos dias de missa, antigamente, o comércio era o ponto de encontro para conversar e jogar cartas. Crippa e a esposa, Natalina Galliani, tiveram nove filhos. O imigrante faleceu em 1927. O genro Pedro Bergamo, casado com a filha Rosa, ficou na administração do armazém de secos e molhados.
Mantido pela quarta geração da família, o comércio ficou aberto no tradicional ponto de Nova Milano até poucos anos atrás. O último nome foi Armazém Flaber, resultado da união dos sobrenomes Flach e Bergamo. Beatriz e o marido, Ilario Flach, só recebem agora visitantes, gente que quer ouvir histórias e ver objetos que mostram como era a vida na colônia.
O Acervo da Bea tem desde uma caixa de madeira do chapéu fabricado pela Renner até um chuveiro do tempo sem energia elétrica nas casas. As visitas precisam ser agendadas pelo telefone 54 32680821. O casarão fica na Avenida Monsenhor Albino Agazzi, 436, em Nova Milano.





