
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal, o grupo aliado ao ministro Alexandre de Moraes e o ligado ao ministro André Mendonça monitoram cada movimento do processo marcado para ser julgado nesta terça-feira (15) no plenário: a relação de Moraes com Daniel Vorcaro. Coluna detalha as manobras avaliadas para tentar impedir a sessão; confira
1. Tentar tornar a sessão secreta
A estratégia seria evitar uma sessão pública e transmitida pela TV Justiça. Embora Fachin já tenha afirmado que a sessão será pública, o argumento é que o regimento abre espaço para que o próprio plenário delibere pelo fechamento.
2. Incluir André Mendonça no julgamento
Em vez de concentrar a sessão na conduta de Alexandre de Moraes, a tentativa seria discutir também a atuação de André Mendonça nos casos Master e INSS. Isso transformaria a análise sobre Moraes em um confronto mais amplo entre ministros e condutas.
3. Pedir a suspeição de Nunes Marques e Luiz Fux
A ideia seria questionar a participação dos dois ministros por supostos vínculos de familiares com o Banco Master. Com Toffoli já fora da votação, a exclusão de Fux e Nunes Marques alteraria significativamente a composição do plenário e a correlação de votos.
Banco Master
4. Fazer um pedido de vista
Um ministro poderia pedir mais tempo para analisar o processo. Segundo o texto, isso poderia adiar a conclusão do julgamento por até 90 dias, empurrando a discussão para depois das eleições.
5. Levantar questões preliminares para impedir a análise do mérito
Aqui entrariam diferentes questionamentos processuais: alegar nulidade do relatório da PF; sustentar que Mendonça não poderia ter determinado certas diligências; exigir que todos os gabinetes tenham acesso à íntegra do conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro; ou questionar a cadeia de custódia das provas. A consequência seria discutir primeiro a validade do procedimento e eventualmente impedir que o plenário chegasse ao conteúdo das mensagens.










