
O presidente Donald Trump afirmou na manhã desta segunda-feira (15), em publicação nas redes sociais, que navios “começaram a se mover” pelo Estreito de Ormuz.
A mensagem chamou atenção porque ele havia declarado anteriormente que a via marítima só seria totalmente reaberta após a assinatura do acordo, prevista para sexta-feira (19). Durante a guerra, um pequeno número de embarcações já vinha transitando pelo estreito.
Empresas de transporte marítimo informaram que mantêm postura cautelosa e aguardam mais detalhes antes de retomar a navegação plena na região.
A palavra “cautela” também tem sido usada por líderes mundiais para definir o clima em torno do acordo de cessar-fogo e do roteiro diplomático para encerrar a guerra de meses entre Estados Unidos e Irã. A boa notícia é que os preços do petróleo recuaram diante da expectativa de que o conflito no Oriente Médio possa estar próximo do fim.
O texto completo do acordo ainda não foi divulgado, mas, segundo sinalizações de Trump e de autoridades iranianas, prevê um cessar-fogo de 60 dias para abrir caminho a negociações em busca da paz definitiva.
Nos bastidores, há um componente político relevante para a movimentação de Trump: o desconforto dos eleitores norte-americanos com o aumento do preço dos combustíveis durante o conflito. O fim da guerra tende a reduzir os valores da gasolina nos EUA — considerados um problema político para o presidente — e aliviar a economia iraniana.
Em linhas gerais, o acordo prevê que o Irã permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz e que os Estados Unidos encerrarão o bloqueio dos portos iranianos. Os confrontos militares serão suspensos por 60 dias.





